9 de abril de 2007

Queria que brotassem palavras sem que eu precisasse pensar nelas e assim depois de escrever páginas e páginas leria o que não sei sobre o que escrevi. Sem perceber o que era dito , sem reparar em como fazia sentido, sem sentir. Palavras sobre nada e sobre coisa alguma , alguém no mapa perdido no meio da estrada como um grão de areia na praia onde as ondas vêm e vão olhando seus olhos que contam histórias, histórias esquecidas e omitidas histórias de verde e azul de pássaros e Blues. Como na canção que dança seguindo passos desritmados compassados pela junção de duas mãos. Excessivamente confiantes no próximo segundo, num futuro incerto, as certezas que lhe cabem. Como um dia após um furacão e o sorriso calmo dos que ficam. Como a marca de um pé no gesso fresco, e os contornos sutis e drásticos que desenham uma rodovia a te levar a lugar algum. E se lançar em um abismo sem saber do que são feitas as rochas , sem imaginar se dói ou se vai sentir, sem se importar com o que importa aos outros olhos, por que olhos importantes são aqueles que vê ao fechar os seus. São seu porto firme e sua partida, seu impulso, sua volta sem ida e quem sabe são olhos de sua querida. Queria pular e brincar ... querendo querer que quando quisesse Querubins assoprassem bons ventos, quentes como o verão que se anuncia, como o sol que nasce pra quem ainda não dormiu, como bolo que sai do forno e traz consigo lembranças de algo que não se perdeu. Algo que não se esqueceu.




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