distante e intocável
Cada linha que o desenha
Cada sutil mudança
de longe aprendo a lê-lo.
Seu sorriso tímido hipnotiza
Leva minha imaginação além...
E tento me conter, não denunciar
Mas só essa vontade de lhe escrever já diz
É perceptível
Quase como um imã, uma vontade de segui-lo
Tocá-lo.
Não.
Uma engraçada química, invisível e escancarada ao mesmo tempo
O jeito como ajeita o cabelo
E me olha...
E não consigo olha-lo nos olhos,
como gosto,
seria demais. Seria me delatar.
Culpa confessa
Desvio então
Perco a graça perto de ti
Desconcentro
E desconfio que todas essas palavras tenham vontade de voltar.