17 de setembro de 2012

"what is love? baby don't hurt me..."

reflexões 1.

aviso legal: nas palavras abaixo nada faz sentido e nem deve fazer, turbilhão de pensamentos soltos pela madrugada.

pergunto-me pq da hipocrisia nessa sociedade tão "evoluida" ...casais que não entendem a força de 1 casal, mas vivem como 2 pessoas "juntas e perfeitas". Entendam: questiono lealdade, fidelidade, transparência, romântismo. Exatamente isso: romantismo. Chega a assustar a clareza com que tenho meus pensamentos, assusta aos normais que talham suas vontades pra viver num molde falido de relacionamentos. Falido sim. Duas pessoas que por egoísmo e/ou insegurança talham a vontade de quem está ao seu lado e ainda dizem que " quem  ama é fiel"... quem ama é leal, acima da fidelidade. Quem ama compreende que ninguem é igual a ninguem (sim tentamos achar pessoas com ideiais parecidos aos nossos, mas ninguem é igual a ninguem). Quem ama entende a força que um casal tem quando se é transparente, claro, nítido, verdadeiro e nada disso tem a  ver com "fidelidade" nos moldes impostos por essa sociedade. É egoísmo e insegurança que fazem com que sejamos pequenos, com que não deixemos a pessoa ao nosso lado brilhar, usar todo seu potêncial, minamos suas vontades e ambições pois temos medo de nos machucar. E assim destruimos sonhos, destruimos potenciais, destruimos a curiosidade, a ambição, os desejos... no momento que você fala "é meu/ não suporto/ não aguento"
É romântico e verdadeiro não apoiar o outro? não incentivar, não compreender e colocar nossa insegurança para limitar? É romântico mentir, esconder (pois para impor ao outro nossa não compreensão é preciso dar exemplo, e para esse exemplo existir temos que renegar nossas vontades)? Não que eu seja moderninha, sou --na verdade-- romântica incurável. Nasci sozinha e vou morrer sozinha, nesse meio tempo pq não ter alguem pra ser testemunha da minha vida? alguem pra compartilhar, pra ficar nua, despida de toda moral e bom costume, e pra contar meus segredos mais íntimos, minhas vontades mais toscas, meus defeitos mais feios, meus desejos mais obscuros? O amor é uma escolha diária, de que aquela pessoa foi escolhida para dividir conquistas, falhas, erros, acertos, medos, anseios e coragens. E diariamente escolho, peso e assino em baixo, tendo certeza da minha escolha. O amor é também compreensão de que ele não se desfaz, não deixa de existir, mas com o tempo você aprende que nem tudo que ama lhe faz bem  e nem por isso deixará de amar, é entender que se afastar não o anula. Amar é também apoiar e falar "vá... pois para a eternidade serei seu e mesmo distante estarei aqui" é dizer "confio em você" é pedir para ficar mais um pouco. Amar é saber perder, pois não há perca se já se amou...Amar é ter o outro acima. Acima de nossos egoísmos e inseguranças, de nossa "pequenez". Amar é querer que o outro brilhe, ilumine, pois assim brilharemos também.

afinal... "what is love?..." 

3 de setembro de 2012

sina

 março/12
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A gente finge que ta legal, a gente pinta que ta tudo bem, sorrisos, drinques, "a vida segue, meu bem"... mas você sabe que não é assim, você me conhece, conhece meus meios sorrisos, meus disfarces, minhas angústias e até meu jeito de pontuar a sms . A gente se leu muito bem, a gente se deu muito bem. Foi assim desde o primeiro barzinho.
Continuo sorrindo, você sabe...eu sempre fico bem. Mas por dentro ainda dói, ainda sangra. Cada "não" seu me rasga mais um pouco. E sei... é exagero, mas ninguem no mundo vai me entender como você. Ninguem vai me ouvir, conversar, ser sincero, ser maduro, me fazer cócegas como você.
E cada "não" é uma punhalada fria e certeira, dessas q o criminoso ainda gira a faca pra ferida não fechar. E cada plano traçado perde o sentido, perde a graça. E todos me tiram de corajosa, mas a verdade é que eu não sou assim. Eu preciso de você. E cada passo que você toma pra longe de mim meu mundo fica mais cinza, menos contrastante, menos colorido, menos vivo. Eu sei...é exagero. Mas esse nó na garganta faz ser a dor mais real e mais agoniante. Por que não vai ter a mesma graça, pq os destinos foram pensados em nós dois (e por mais que eu critique meu irmão, queria tanto que fossemos assim) queria tanto que você fosse meu amigo, a pessoa que estará ali do meu lado no matter what e que a gente pudesse rir de tudo isso. Não vai ter a menor graça, não vai ser a mesma coisa e assim penso em desistir, viver meu lado cinza puro, sem tentativa nenhuma de colori-lo. E você seria o primeiro como em tantas outras coisas. O primeiro a realmente estar ali por mim, o primeiro a entender que é possivel, o primeiro a desbravar o desconhecido comigo. Mas você não é assim né? Você, derradeiramente, escolheu ser mais um, ser comum. Até que a próxima venha e você esteja maduro suficiente pra dizer pra ela todas as minhas afirmações e viver com ela todos os meus sonhos. Minha sina