26 de agosto de 2006

tinha as palavras montadas
e do nada
lá se foram
sentindo qualquer coisa que ainda não sei explicar
falando sem pensar
pensando sem falar
sobre nada, sob o céu
sobre a cama,sob o véu
sobre a terra, sob você
sobre o carro, sob a mesa
sobre nada, sob tudo
meio travada mas quem sabe agora as palavras fluam ou fujam
sem saber lá elas vão, andam por lá e por cá, apenas duas mãos. e o mar e as nuvens.
doces desenhos.
droga pensando em vc. talvez seja uma semana dificil.já se foi um ano...um ano sem suas palavras, sem razão e sem eira ou beira paginas escritas, figuras repetidas, noites fora, madrugadas a dentro.
e na caixa lagrimas e chuva, e na cabeça frases sem sentido sem motivos sem chão
voando alto longe em uma torre qualquer no meio da floresta, vem me socorrer, conto problemas que prefiro esquecer, mas não falaria se fosse assim, não escreveria não gritaria, não acordaria... não morreria, unica certeza, a cada dia...
princesa,principesca, luz acesa, apega e perca a corda, e o fundo do poço lá tem uma mola
e agarro as nuvens, feitas de algodão, assopraram o vento , nuvem rosa, nuvem azul, tic tac
e uma joaninha pra dar sorte. voa joaninha, voa alto, voa longe
sem nexo, sem sentido, apenas pra falar quem sabe algum instante as palavras certas apareçam sem que eu queria, sem neura, reflita paraquita paracoa, um girassol, lírios melhor, talvez a rosa vermelha, Palmas,pra uma bela canção, vem pula comigo... um salto pro nada, nada me dói, a não ser a sua falta, seu desprezo, descaso, fizeste uma promessa, vou fazer você cumprir, dizia que não importaria oq acontecesse vc estaria ali pra mim, e eu pra vc, cade você agora, onde vc estava quando precisei, "podes crer eu to falando de amizade"... uma cidade, negra como a noite, cinza como você, sem preto ou branco como deveria ser, apenas um pedaço de papel, palavras ao vento, qualquer lugar onde só faz sentido contigo, somewhere only we know , faz sentido? sentindo qualquer coisa que não sei oque, falando como se ouvisse, talvez ouça, talvez seja mais forte do que eu consiga controlar, talvez atinja meios que não domino, e ouça latente no fundo da mente, te amo, não esqueça, sempre na mente e no coração, me diziam, mimada por seu afeto, imatura pq o melhor ainda está por vir, egoísta com meu tesouro, infantil pra viver com a intensidade de quem ve tudo pela primeira vez... pela primeira vez a melhor vista, um sorvete no rosto, um passeio com estranhos, documente então, papai noel existe mesmo sob fina garoa da mais bela cidade.
queria saber cantar...acho tão bonito subir no palco e colocar pra fora tudo o que sente, tão harmonioso, delicado, forte, leve, poderoso...
talvez ai as lágrimas não rolassem, seriam notas, escalas, talvez assim o mundo ouvisse, ai você ligaria o radio e tocaria tal canção e um sentimento de conhecimento iria te invadir, como um quadro que você vê duas vezes, como escrever duas vezes a mesma frase, como escrever duas vezes a mesma frase, e naquele instante por não saber cantar uma lágrima cairia de seu olhar.
rolaria por seu rosto já conhecido e como se mandasse meu recado, pararia ali ...no canto da sua boca, como o beijo que jamais dei, com um momento que jamais se desfez ... e sua boca entreaberta querendo engolir em pequenos goles o ar de instantes que existiram entre dois corpos. você e eu
seu coração aceleraria repetindo o ritmo daquela noite ...onde havia som no ar e lagrimas no seu olhar e um instante entre nós dois.
e essa canção percorre seu corpo pra reviver cada momento
uma canção de quem não sabe cantar
lágrimas em forma de notas
notas em seu coração.